Os pobres invisíveis “descobertos” na pandemia


No total, 68,1 milhões de pessoas receberam ao menos uma parcela do auxílio. Desses, 19,5 milhões já recebiam Bolsa Família e 10,5 milhões estavam no Cadastro Único, base do governo para inscrição em benefícios sociais.

Os demais 38,1 milhões, que fizeram o pedido do auxílio por meio do aplicativo da Caixa, são os chamados “invisíveis”, segundo o governo.

A socióloga Letícia Bartholo, especialista em políticas públicas e gestão governamental, define essas pessoas como os trabalhadores que não são pobres o bastante para receber um benefício assistencial como o Bolsa Família, mas também não têm a segurança de um emprego formal, que garante uma condição melhor de vida.

“Elas não estão na proteção que o Estado dá aos mais vulneráveis, proteção assistencial, e não estão na proteção que o Estado confere ao trabalhador formal, que recebe auxílio-doença, seguro-desemprego etc.”, afirma.

Letícia, porém, é contra o uso do termo “invisível”, por considerá-lo insensível.

No Brasil são milhões de pessoas na informalidade. Por isso não gosto do termo. Os ‘invisíveis’ pegam ônibus todo dia. É o jardineiro, a diarista. Eles estão a um palmo dos olhos de cada um de nós
Letícia Bartholo

Ela também lembra que, apesar de não receberem um benefício assistencial antes do auxílio, esses trabalhadores também não estavam completamente fora do radar do Estado, já que podem ter acesso aos sistemas públicos de saúde e educação, por exemplo.



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