Cuidado para não cair no cheque especial e se endividar


O Pix, novo sistema de pagamento instantâneo do Banco Central, entrou em operação para todos nesta semana. Nessa nova modalidade, é possível cadastrar até cinco chaves em instituições financeiras diferentes. Com a possibilidade de ter mais contas, o consumidor deve ter atenção para não perder o controle das finanças e acabar endividado.

O lado a ser observado, não é só o da facilidade, é que vamos ter um grande aumento no uso do cheque especial. O pagamento com o Pix é à vista, ou seja, é preciso ter dinheiro na conta. Caso contrário, esse cliente entra no cheque especial e vai começar a pagar juros altíssimos. Esse é o grande vilão da história.
Reinaldo Domingos, presidente da Abefin (Associação Brasileira de Educadores Financeiros)

Ricardo Teixeira, coordenador do MBA em Gestão Financeira da FGV, concorda que o cuidado maior é para não gastar além do que pode. “O que pode acontecer é fazer a transferência usando o limite do cheque especial. O consumidor não deve assumir compromissos que não pode pagar.”

O Pix funciona como qualquer outra forma de transferência de dinheiro. Assim como TED, DOC ou pagamento de boletos, se o cliente faz uma transação de valor superior ao que tem na conta, o banco vai cobrir a diferença usando o limite do cheque especial, caso ele tenha esse tipo de crédito.

Segundo o Banco Central, o cliente precisa ser avisado antes de iniciar a transação de que está usando um empréstimo.

Ter várias contas exige planejamento

Se você decidiu cadastrar as chaves do Pix em várias instituições financeiras e passou a ter mais contas, a orientação é fazer um planejamento para saber quanto de dinheiro tem em cada lugar.

A facilidade de transferência ficou maior, mas o planejamento deve continuar o mesmo. Pagar só o que você tem condições de pagar e fugir de qualquer crédito de juros elevados.
Ricardo Teixeira

Não recorra ao crédito, só em situação emergencial. Se precisar, procure linhas de crédito mais barata do que o cheque especial para ter uma pressão menor no orçamento.
Ricardo Teixeira



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